Foi com tristeza que Jesus contemplou as faces voltadas para Ele. Observava o espírito de vingança que estampara seus maus traços sobre eles, conhecendo quão veementemente ansiava o povo o poder a fim de esmagar seus opressores. Com tristeza, Ele lhes ordena: “Não resistais ao mal; mas, se qualquer te bater na face direita, oferece-lhe também a outra.”
Estas palavras não eram senão uma reiteração do ensino do Velho Testamento. É verdade que a regra: “olho por olho, e dente por dente” (Levítico 24:20), era uma providência nas leis dadas por intermédio de Moisés; era, porém, um estatuto civil. Ninguém seria justificado em se vingar a si mesmo; pois tinham as palavras do Senhor: “Não digas: vingar-me-ei.” “Não digas: Como ele me fez a mim, assim lhe farei a ele.” “Quando cair o teu inimigo, não te alegres.” “Se o que te aborrece tiver fome, dá-lhe pão para comer; e se tiver sede, dá-lhe água para beber.” Provérbios 20:22; 24:29, 17; 25:21, 22. (EGW – O Maior Discurso de Cristo, 70)